O modelo cultural de Handy

 

charles-handy-100-_v-gseagaleriexl

Por diversas vezes todos já ouvimos dizer que a cultura de uma organização influencia de forma muito relevante a forma como os projectos são geridos, como as equipas interagem e até mesmo na forma como as politicas se tornam barreiras ou impulsionadores de determinadas acções no contexto dos projectos.

Por estes motivos, é importante conhecermos a cultura da organização onde nos inserimos e percebermos como esta influenciará a nossa forma de estar na mesma e as nossas decisões.

Em 1978, Charles Handy deu-nos uma ajuda neste campo, definindo 4 sub-culturas. Sendo estas:

  • ZEUS ou cultura de CLUBE/PODER
    • O poder está concentrado nas mãos de um individuo e o processo de decisão é dominado pelo mesmo. A proximidade com esse individuo é vital, uma vez que ele usa o seu clube de amigos (elite) na tomada de decisão. Exemplo: bancos de investimento possuem esta sub-cultura como dominante.
  • APOLO ou cultura de PAPEL
    • Todos têm um papel na organização (departamento/função) e há um foco grande na ordem e na eficiência. A estrutura é hierárquica e espera-se que todos cumpram as regras e procedimentos (de cima para baixo) conforme estabelecido. Mudanças no ambiente são inicialmente ignoradas e todos mantêm as rotinas habituais. Exemplo: seguradoras no ramo vida possuem esta sub-cultura como dominante.
  • ATENAS ou cultura de TAREFA
    • O poder deriva da competência para se realizar determinadas tarefas. A meritocracia é premiada. O talento, trabalho em equipa e a resolução de problemas são o foco nesta sub-cultura. Exemplo: agências de marketing ou consultoras possuem esta sub-cultura como dominante.
  • DIONÍSIO ou cultura de EXISTÊNCIA/INDIVIDUALISMO
    • Parte do princípio que as organizações existem para que os seus indivíduos consigam atingir os seus objectivos.É promovida a cultura do Eu, cada um por si, e as decisões são tomadas de forma independente e toleradas pelos restantes. Exemplo: Universidades e escritórios de advogados possuem esta sub-cultura como dominante.

O modelo de Handy defende que a cultura de uma organização é uma combinação única destas 4 sub-culturas, sendo que uma delas é predominantemente dominante. Uma organização eficiente é uma organização que consegue equilibrar estas 4 sub-culturas.

Handy possui também um questionário que nos permite identificar a sub-cultura dominante de uma organização e a nossa preferência por essa sub-cultura. Podem fazer download do mesmo em: http://www.ask-advise.nl/wp-content/uploads/Questionnaire-Harrison-and-Handy.xlsx.

Deixo-vos também a referência para o livro Gods of Management de Charles Handy: Amazon – Gods of Management.

Bom inicio de semana!

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

Powered by WordPress.com.

EM CIMA ↑

%d bloggers like this: